Cantareira é Movimento.
Por mais de um século, o prédio que hoje abriga o Distrito foi o ponto de partida de quem precisava cruzar a Baía de Guanabara. Essa vocação não desapareceu. Transformou-se: o que antes conectava margens físicas, hoje conecta redes científicas.
É política pública estruturante concebida para durar décadas, para atravessar governos, para criar vínculos que tornem seu abandono improvável. Uma aposta na continuidade como forma de soberania.
A infraestrutura do Distrito é elemento constitutivo do território, tão inseparável da identidade da
Cantareira quanto a baía que a circunda, quanto o prédio centenário que a abriga, quanto a
memória que a fundamenta.
Uma arquitetura concebida para amadurecer com o tempo e acompanhar a cidade ao longo de
décadas, como política de Estado. Já instalada e em operação, é a partir dela que as demais
frentes do Distrito avançam em suas etapas de implantação.
Exercida pela SMICT, diretrizes institucionais, política pública e alocação de recursos
Exercida pelo Conselho Diretor Técnico (CDT) em articulação com a Secretaria Executiva.
Estrutura operacional, coordena a operação, a sustentabilidade e a agenda técnico-científica.
Instância permanente de governança técnico-científica, instituída por Portaria n.º 07/2026 – SMICT, publicada em Diário Oficial do Município de Niterói em 25 de março de 2026. Já em pleno funcionamento. Doze assentos, voto paritário.
Instituições com assento no CDT:
· SMICT — presidência permanente
· COMCITECI — sociedade civil
· LNCC — Lab. Nac. de Computação Científica
· CBPF — Centro Bras. de Pesquisas Físicas
· INCT SinBiAm — biodiversidade amazônica
· Bio-Manguinhos/Fiocruz — saúde pública
· UFF — Universidade Federal Fluminense
· UNIFAP — Universidade Federal do Amapá
· FAETERJ Petrópolis — Rede FAETEC
· PUC-Rio — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
· CENPES/Petrobras — setor produtivo
· FIRJAN — setor produtivo
Um ecossistema de inovação é, antes de tudo, uma rede de relações em que cada instituição se torna mais capaz pela presença das demais, em que a colaboração é a própria condição do trabalho de cada uma, não um esforço adicional sobre ele. Desse encontro nasce um valor que nenhum ator produziria sozinho: é o ativo mais precioso que o Distrito constrói, e o que já começa a se manifestar nas suas primeiras parcerias em operação.
A rede da Cantareira articula universidades federais, centros nacionais de pesquisa e o setor produtivo estratégico em torno da Rede Integrada de Inovação e Empreendedorismo do Distrito da Cantareira, reconhecida no âmbito do Programa Líder de Inovação do Nosso Estado, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).
Essa rede ganha corpo em três Centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação: um em inteligência artificial e computação de alto desempenho; um em computação quântica, sede do primeiro Quantum Innovation Center da América Latina; e um voltado à transformação energética e digital, em articulação com o setor elétrico nacional.
O prédio histórico da antiga Estação Cantareira segue fiel à sua vocação de travessia: o que antes conectava as margens da baía, hoje conecta territórios do conhecimento, novas disciplinas, instituições, o que já sabemos e o que ainda vamos descobrir. Preservar, aqui, é dar continuidade a um movimento que este território nunca deixou de fazer.
Duas galerias permanentes hão de traduzir essa ciência em experiência acessível a toda a cidade, uma dedicada à memória do território, outra ao encontro entre a produção científica e o público que a sustenta.