SMICT

Distrito de Inovação da Cantareira

Cantareira é Movimento.

Por mais de um século, o prédio que hoje abriga o Distrito foi o ponto de partida de quem precisava cruzar a Baía de Guanabara. Essa vocação não desapareceu. Transformou-se: o que antes conectava margens físicas, hoje conecta redes científicas.
É política pública estruturante concebida para durar décadas, para atravessar governos, para criar vínculos que tornem seu abandono improvável. Uma aposta na continuidade como forma de soberania.

Quatro camadas de conhecimento

A infraestrutura do Distrito é elemento constitutivo do território, tão inseparável da identidade da
Cantareira quanto a baía que a circunda, quanto o prédio centenário que a abriga, quanto a
memória que a fundamenta.

Camadas

  • Computação de Alto Desempenho (HPC) : A espinha dorsal computacional do Distrito. Viabilizará simulação molecular, modelagem climática, genômica em larga escala e vigilância epidemiológica em tempo real.
  • Inteligência Artificial Soberana: Governança compartilhada, dados rastreáveis, talentos formados localmente. A soberania está no controle da finalidade.
  • Computação Quântica: Estruturada para receber o primeiro Quantum Innovation Center da América Latina, em fluxos híbridos com o HPC.
  • Cloud Científica Soberana: A interface pública que traduz capacidade computacional em utilidade prática, para pesquisadores, empresas e órgãos público.
Infraestrutura estruturada para operar com duas quotas; pública, para ciência aberta e formação de talentos; privada, gerida com autonomia, sustenta financeiramente o ecossistema.

Poder compartilhado, regras claras

Uma arquitetura concebida para amadurecer com o tempo e acompanhar a cidade ao longo de
décadas, como política de Estado. Já instalada e em operação, é a partir dela que as demais
frentes do Distrito avançam em suas etapas de implantação.

Governança Geral

Exercida pela SMICT, diretrizes institucionais, política pública e alocação de recursos

Governança Integrada

Exercida pelo Conselho Diretor Técnico (CDT) em articulação com a Secretaria Executiva.

Secretaria Executiva

Estrutura operacional, coordena a operação, a sustentabilidade e a agenda técnico-científica.

Conselho Diretor Técnico — CDT

Instância permanente de governança técnico-científica, instituída por Portaria n.º 07/2026 – SMICT, publicada em Diário Oficial do Município de Niterói em 25 de março de 2026. Já em pleno funcionamento. Doze assentos, voto paritário.

Instituições com assento no CDT:
· SMICT — presidência permanente
· COMCITECI — sociedade civil
· LNCC — Lab. Nac. de Computação Científica
· CBPF — Centro Bras. de Pesquisas Físicas
· INCT SinBiAm — biodiversidade amazônica
· Bio-Manguinhos/Fiocruz — saúde pública
· UFF — Universidade Federal Fluminense
· UNIFAP — Universidade Federal do Amapá
· FAETERJ Petrópolis — Rede FAETEC
· PUC-Rio — Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
· CENPES/Petrobras — setor produtivo
· FIRJAN — setor produtivo

Uma rede, uma memória

Um ecossistema de inovação é, antes de tudo, uma rede de relações em que cada instituição se torna mais capaz pela presença das demais, em que a colaboração é a própria condição do trabalho de cada uma, não um esforço adicional sobre ele. Desse encontro nasce um valor que nenhum ator produziria sozinho: é o ativo mais precioso que o Distrito constrói, e o que já começa a se manifestar nas suas primeiras parcerias em operação.

A rede da Cantareira articula universidades federais, centros nacionais de pesquisa e o setor produtivo estratégico em torno da Rede Integrada de Inovação e Empreendedorismo do Distrito da Cantareira, reconhecida no âmbito do Programa Líder de Inovação do Nosso Estado, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

Essa rede ganha corpo em três Centros de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação: um em inteligência artificial e computação de alto desempenho; um em computação quântica, sede do primeiro Quantum Innovation Center da América Latina; e um voltado à transformação energética e digital, em articulação com o setor elétrico nacional.

O prédio histórico da antiga Estação Cantareira segue fiel à sua vocação de travessia: o que antes conectava as margens da baía, hoje conecta territórios do conhecimento, novas disciplinas, instituições, o que já sabemos e o que ainda vamos descobrir. Preservar, aqui, é dar continuidade a um movimento que este território nunca deixou de fazer.

Duas galerias permanentes hão de traduzir essa ciência em experiência acessível a toda a cidade, uma dedicada à memória do território, outra ao encontro entre a produção científica e o público que a sustenta.